Para quem já cumpriu a obrigação, o balanço inicial traz um dado animador: 64,8% das declarações enviadas até agora geraram direito à restituição do Imposto de Renda. Outros 19,8% dos contribuintes terão saldo de imposto a pagar, enquanto 15,4% resultaram em saldo nulo, sem valores a pagar ou a receber.
A tecnologia tem desempenhado um papel crucial para agilizar o processo neste ano. A declaração pré-preenchida consolidou-se como a ferramenta favorita dos brasileiros, sendo escolhida por 59,5% dos usuários devido à facilidade de importar dados automaticamente e reduzir o risco de erros.
Quanto aos modelos de tributação, o desconto simplificado foi a opção mais vantajosa para 55,4% dos declarantes. O computador continua sendo o meio preferido para o envio, utilizado por 76,2% dos contribuintes através do tradicional programa gerador, enquanto 16,2% optaram pelo preenchimento direto na nuvem da Receita e 7,6% utilizaram aplicativos para celulares e tablets.
Monitoramento da malha fina
A Receita Federal também divulgou o balanço das declarações que já foram retidas em análises de consistência. Até o momento, mais de 1,41 milhão de contribuintes, o equivalente a 5,6% do total de envios, caíram na malha fina.
Apesar do volume expressivo, o órgão destaca uma tendência de queda constante nas retenções. Na primeira semana do prazo, a taxa de malha fina chegava a 10,78%.
A redução gradual reflete a rapidez de contribuintes e fontes pagadoras em corrigir pendências assim que os erros são identificados pelo cruzamento de dados. A orientação dos especialistas é não deixar o envio para as últimas horas e utilizar o portal e-CAC para monitorar o status do documento logo após a transmissão.